quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Peninsula Iberica - 1648

Luzia ... Luzia .... (um pensamento que pairava no intermitente vale de corpos)

...quero ainda ver-te, Luzia (a ultima mente pensante e agonizante do 13° batalhão de Almodovar Coimbra)


(Jaziam sete horas desde que o estamdarte caira e 4 meses desde Pero Santigono ingressou em defesa de San Carlo del Juramento)

...Luzia ... onde estas Luzia?

(Não se sabia quem ganhou, mas se sabia quem perdeu. E quem perdeu neste dia, perdeu a vida em nome de alguem que nunca viu)

Oh! Dizimados .... San Carlo sucumbiu ... mas não sobrou ninguem para estiar a bandeira ...


(continua...)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

por momentos

quando duas saudades se encontram o tempo para e entao as saudades não se sentem mais...

e por momentos elas deixam de ser saudades e completam uma a outra e são uma a outra....

...desejam uma a outra e esquecem que são saudades

e por momentos elas se completam...

...por momentos....

...Eu me completo


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Por que dizer uma palavra fraca?
Acho que é culpa do medo.
Acho que é.

Me indago hoje sobre o que será amanhão. Mas, somente mas não quero as falsas companias.

Iluminado, não me vejo refem das sombras que me atomentavam e degeneravam.

Algo ainda me arranha por dentro, no silencio que se faz entre pensamentos, escuto o prisioneiro sem rosto.

E dos dois cães, não sei qual vou alimentar. Afinal, o que seria o caminho do meio?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Acaso

Não gosto de esperar pelo a Acaso. Isso mesmo, digo Acaso com letra maiuscula. Por que ele começa a não parecer mais um substantivo comum, mas um nome proprio.

As minhas tentantivas em vão são minha maneira de tentar não depender deste sujeito mal encarado. Ao mesmo tempo que as horas passam e vontade passa. Vou sendo aprisionado por mim mesmo, meu proprio carcereiro.

Quanto mais alto me elevo, mais alto será a dor na hora de cair. Proporção que não queria acreditar, mas já comprovadas tantas vezes.

Quero te ver de novo. Quero te encontrar de novo. Quero você mesmo que não de novo.

E agora José? E agora?

terça-feira, 21 de julho de 2009

e se? .... Sera?

"...sera?...
...sera poderei terminar?...
...terminar a conversa que não terminei...

...e se?...
...e se somente hoje existisse somente Eu e Você?...
...num momento em que nada importa-se..."

*nada muito bonito .... mas quem disse que tenho alguma beleza interior?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Atacado ou Varejo

Pena eu ter herdado não só o romantismo passado, mas sim também as inseguranças futuras.

A libertinagem me percorre, me desgasta, me sequestra e me seduz. As ultimas doses de perigo não valem mais tanta a pena assim.

Ultimos dias, Ultimas noites.

O que esperar de você? O que esperar?
Queres só um pedaço meu? Ou queres eu como um todo?

Este modelo é defeituoso. Não muito melhor que os outros.

domingo, 12 de julho de 2009

Viver como se fosse o ultimo dia pode realmente tornar-lo ultimo

Sinto-me tão capaz de tudo
insuperável, intocável.


Posso ir a qualquer lugar e fazer o que quero, do jeito que quero.


E ao mesmo tempo morro aos poucos, desconstruo-me;
faço disso momentos que valem a pena serem lembrados e digo:

"Não existi apenas, não coexisti apenas
e pelo menos um dia serei lembrado
e então não lembrarei de nada."

Do que adianta se não for lembrado? Se no outro dia eu volte a ser o mesmo ser degenerado e putrefo que sou. E perceber que tudo foi um devaneio alucido.

As noites se tornam mais longas e os dias mais dolorosos;
A propria vontade se esvai, o orgulho próprio se quebra.
E num dado instante nada mais importa,
Nada mais me atinge, nada mais se repetira.


Começo a perceber o quão vazio estou. Vejo que meu passado, não era tão ruim assim.
Afinal, o que havia de errado em apenas suspirar amores?
O que há de errado em colocar sentimento?
O que havia de errado em colocar sua felicidade a mercê de outra pessoa?